Eleições 2026: campanhas pedem mais duas horas de votação após problemas no transporte e fortes chuvas
Pedidos encaminhados ao TSE citam dificuldades de deslocamento, alagamentos, falta de energia e alterações nos locais de votação; apuração começou após o encerramento oficial das urnas.

O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi marcado por pedidos de ampliação do horário de votação em razão de problemas que teriam dificultado o acesso de eleitores às urnas em diferentes regiões do Brasil.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recorreram à Justiça Eleitoral solicitando a extensão do horário até as 19h, o que representaria duas horas adicionais em relação ao encerramento previsto para as 17h, no horário de Brasília.
Até o momento das últimas informações consultadas, porém, não havia confirmação de autorização geral para a prorrogação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitou informações sobre os problemas registrados antes de decidir sobre os pedidos.
Quais cidades foram citadas nos pedidos?
A campanha de Flávio Bolsonaro solicitou a ampliação do horário em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas condições climáticas.
Entre as cidades citadas estavam:
São Paulo: capital paulista, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga.
Paraná: Curitiba e Guaratuba.
Santa Catarina: Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
A solicitação mencionou chuvas intensas, alagamentos, interdições de vias, falta de energia e mudanças nos locais de votação. Segundo a campanha, essas situações poderiam ter dificultado a chegada de eleitores às seções eleitorais.
A relação corresponde aos municípios citados no pedido divulgado pela imprensa e não significa que todos tenham recebido autorização para estender a votação.
Falta de ônibus também motivou pedidos
A campanha de Lula solicitou a ampliação do horário em localidades afetadas por problemas no transporte público. A iniciativa incluiu pedidos relacionados a Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, além de outras regiões do país.
Na capital paulista, foram relatadas dificuldades na circulação dos ônibus. Em Salvador, uma fiscalização da Justiça Eleitoral identificou que menos da metade da frota prevista para dias úteis estava circulando naquele momento.
A situação levou o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia a adotar medidas para restabelecer o transporte. A prefeitura de Salvador informou que parte dos veículos havia ficado retida para a retirada de adesivos eleitorais.
As campanhas argumentaram que as dificuldades de deslocamento poderiam prejudicar o direito ao voto e solicitaram medidas para garantir a participação dos eleitores.
Quem estava na fila às 17h poderia votar?
Sim. A Justiça Eleitoral reforçou que os eleitores que estivessem na fila às 17h deveriam ter o direito de votar garantido, mediante a distribuição de senhas, mesmo que o atendimento se estendesse além do horário oficial.
Essa garantia é diferente de uma prorrogação geral da votação até as 19h. A extensão para todos os eleitores de determinadas localidades dependeria de decisão específica da Justiça Eleitoral.
Transparência e direito ao voto
Os pedidos de prorrogação colocaram em evidência a importância do transporte público, das condições de acesso aos locais de votação e da atuação das autoridades eleitorais em situações excepcionais.
A definição sobre eventuais medidas adicionais cabe à Justiça Eleitoral. Já o resultado final depende da conclusão da totalização dos votos.
A reportagem será atualizada conforme a divulgação de decisões oficiais e a consolidação dos resultados do segundo turno.