Produtores de SP podem aderir à transição agroecológica com apoio técnico
Protocolo estadual orienta agricultores na adoção gradual de práticas sustentáveis, com planejamento, acompanhamento rural e emissão de documentação anual.

Produtores rurais de São Paulo podem aderir ao Protocolo de Transição Agroecológica, iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, por meio da CATI, voltada à adoção planejada de práticas agrícolas mais sustentáveis.
A adesão é voluntária e começa com a orientação de um extensionista rural capacitado na metodologia do protocolo. O produtor interessado deve procurar uma Casa de Agricultura da CATI para receber informações sobre o início do processo.
O programa é destinado a agricultores e agricultoras que desejam transformar gradualmente seus sistemas de produção, reduzindo impactos ambientais e fortalecendo práticas ligadas à conservação do solo, uso responsável da água, biodiversidade e produção de alimentos com base nos princípios da agroecologia.
Após a adesão, produtor e extensionista fazem um diagnóstico da propriedade. A partir dessa avaliação, é elaborado um Plano de Transição, com metas e ações adequadas à realidade de cada unidade produtiva.
O período previsto para a transição é de até cinco anos. Durante esse tempo, o produtor recebe acompanhamento técnico, e os documentos emitidos são renovados anualmente, permitindo monitorar a evolução das práticas adotadas na propriedade.
As informações do processo são registradas no SISRURAL, sistema usado para reunir diagnóstico, plano de transição, caderno de campo, croqui da propriedade e demais instrumentos de acompanhamento. Após análise técnica, o produtor pode receber a Declaração de Transição Agroecológica ou o Certificado de Transição Agroecológica, conforme a pontuação obtida.
A iniciativa tem impacto direto para a agricultura paulista, especialmente para pequenos produtores, agricultores familiares e propriedades que buscam agregar valor à produção, ampliar acesso a mercados sustentáveis e adequar suas práticas a novas exigências ambientais e de consumo.
Serviço ao leitor: produtores interessados devem procurar uma Casa de Agricultura da CATI no município ou região para verificar a disponibilidade de extensionistas habilitados e iniciar a adesão ao Protocolo de Transição Agroecológica. É importante reunir informações da propriedade, histórico de produção e práticas já adotadas no manejo agrícola.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
Imagem gerada por IA para fins ilustrativos.