Minicracolândias e ações policiais assustam moradores na Avenida Roberto Marinho
Moradores da Zona Sul relatam medo com concentração de usuários de drogas, presença policial e insegurança no entorno da via.

A presença de grupos de usuários de drogas em pontos da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul de São Paulo, voltou a preocupar moradores, comerciantes e motoristas que circulam pela região. A área tem registrado relatos de medo, sensação de insegurança e incômodo com abordagens, furtos, ocupação de calçadas e ações policiais frequentes.
A situação envolve trechos próximos a bairros como Campo Belo, Brooklin, Jardim Aeroporto e áreas do entorno da futura expansão viária. Moradores afirmam que a formação de pequenos fluxos, conhecidos como “minicracolândias”, alterou a rotina local e aumentou a preocupação com circulação a pé, chegada em casa à noite e deslocamentos de carro.
Segundo publicação do Estadão, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que houve queda em indicadores de roubos e furtos na região e que as ações policiais têm como foco locais usados para esconder drogas. A Prefeitura de São Paulo também afirmou que houve redução de dependentes químicos nas ruas.
Apesar das informações oficiais, moradores relatam que a insegurança permanece no cotidiano. A avenida é um corredor importante de ligação entre áreas residenciais, polos empresariais, comércio, transporte público e acesso ao Aeroporto de Congonhas, o que amplia o impacto do problema para quem vive, trabalha ou passa pela região.
O caso também expõe a complexidade da ocupação de espaços públicos por pessoas em situação de vulnerabilidade e uso problemático de drogas. Além da presença policial, especialistas e órgãos públicos apontam que o enfrentamento exige atuação integrada de segurança, saúde, assistência social, zeladoria urbana e políticas de acolhimento.
Na prática, a formação de pequenos pontos de concentração em diferentes bairros tende a espalhar o problema pela cidade e aumentar a pressão sobre serviços públicos locais. Para moradores, a principal cobrança é por presença contínua do poder público, melhora da iluminação, limpeza, atendimento social e respostas rápidas a crimes e perturbações.
Serviço ao leitor: em caso de crime em andamento, acione a Polícia Militar pelo 190. Denúncias sobre tráfico, receptação ou pontos de venda de drogas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181. Solicitações de zeladoria, limpeza, iluminação, abordagem social e ocupação irregular de espaço público devem ser registradas no SP156. Pessoas em situação de vulnerabilidade podem ser encaminhadas para atendimento pela rede municipal de assistência social e saúde.
Vinicius Mororó – Jornalista Atípico
Editor-Executivo-Regional
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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