

O Instituto Paraná Pesquisas divulgou levantamento sobre intenções de voto para o governo de São Paulo nas eleições de 2026, revelando ampla liderança do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em todos os cenários testados, num quadro que sinaliza consolidação do campo da direita no maior colégio eleitoral do país.
Metodologia e abrangência da pesquisa
Realizada entre 6 e 10 de fevereiro de 2026, a pesquisa ouviu 1.580 eleitores em 78 municípios paulistas, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95 por cento. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-04650/2026 e contratada pelo próprio instituto, a sondagem abrangeu domicílios de forma presencial, simulando tanto disputas de primeiro turno quanto segundos turnos contra adversários de diferentes matizes ideológicos.
Os números refletem um momento de ascensão da gestão Tarcísio, aprovada por cerca de 67 por cento dos entrevistados em pesquisas anteriores do mesmo instituto, e capturam o humor eleitoral em um estado marcado por polarização entre bolsonarismo e petismo, com espaço para nomes do centro-direita e centro-esquerda.
Liderança absoluta de Tarcísio no primeiro turno
Em todos os cenários de primeiro turno, Tarcísio de Freitas desponta com mais de 48 por cento das intenções de voto, configurando vantagem expressiva sobre concorrentes diretos. Contra o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), o governador alcança 51 por cento, ante 27,7 por cento do petista; Kim Kataguiri (União Brasil) registra 5,2 por cento, Paulo Serra (PSDB) 4,2 por cento e Felipe d’Avila (Novo) 1,6 por cento, com brancos, nulos e indecisos somando o restante.
No confronto com o ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB), a liderança de Tarcísio sobe para 52,8 por cento, contra 18,5 por cento de França; Serra pontua 5,7 por cento, Kataguiri 5,6 por cento e d’Avila 2,5 por cento. Esses percentuais sugerem potencial para vitória em primeiro turno, um feito raro em São Paulo, impulsionado pela imagem de gestor eficiente em infraestrutura e segurança pública.
Simulações de segundo turno consolidam favoritismo
Nas simulações de segundo turno, Tarcísio amplia margens contra nomes tradicionais da oposição. Frente a Geraldo Alckmin (PSB), o governador tem 56 por cento contra 35,1 por cento do ex-governador; indecisos representam 3,2 por cento e brancos ou nulos 5,6 por cento. Contra Haddad, a vantagem seria ainda mais folgada, alinhando-se à dinâmica observada em pesquisas prévias que já apontavam domínio do republicano sobre petistas.
Analistas destacam que a ausência de Tarcísio em alguns cenários eleva nomes como Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo cotado para o Palácio dos Bandeirantes, mas o atual mandatário estadual domina o campo conservador, absorvendo votos de bolsonaristas e liberais moderados.
Contexto político e avaliação da gestão atual
A pesquisa ocorre em meio a um 2026 eleitoral pré-aquecido, com Tarcísio de Freitas consolidando-se como figura central da direita paulista após vitória apertada em 2022 e avanços em obras como a expansão do metrô e redução de homicídios. A aprovação de sua administração, acima de 60 por cento em levantamentos recentes, sustenta essa liderança, contrastando com desgastes no campo petista, marcado por divisões internas e rejeição ao lulismo em São Paulo.
O petismo, representado por Haddad, enfrenta desafios para reconquistar o eleitorado urbano médio, enquanto França e Alckmin buscam resgatar o eleitor centrista, sem êxito aparente contra o ímpeto tarcisista. Nomes como Kataguiri e Serra representam renovação, mas patinam em patamares baixos, sugerindo fragmentação da oposição de centro-direita.
Implicações para 2026 e reações iniciais
Os números do Paraná Pesquisas reforçam Tarcísio como franco favorito à reeleição, projetando-o como potencial protagonista nacional em 2030, alinhado ao governo Trump nos Estados Unidos e ao bolsonarismo remanescente. Pré-candidatos oposicionistas minimizaram o levantamento, atribuindo-o a um instituto de perfil conservador, mas os dados ecoam tendências de pesquisas como Quaest e Datafolha, que já sinalizavam domínio do governador.
A divulgação movimentou bastidores partidários: o Republicanos celebra a consolidação de sua estrela, enquanto PT e PSB articulam federações para ampliar palanque oposicionista. Com eleições municipais em 2024 pavimentando o terreno, São Paulo caminha para um pleito estadual dominado pela dicotomia entre continuidade tarcisista e fragmentada oposição, num estado que define rumos nacionais.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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