

Justiça determina que policiais sejam julgados, mas mantém réus em liberdade; defesa afirma que vai recorrer
A família do estudante de Medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, morto a tiros por um policial militar em novembro de 2024 na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, pediu a prisão preventiva dos dois PMs acusados do crime.
A Justiça determinou que os policiais Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado sejam levados a júri popular. No entanto, a juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri, decidiu que os réus poderão recorrer em liberdade.
Em nota, os advogados da família classificaram o envio ao júri como “um passo decisivo rumo à justiça”, mas afirmaram receber com “profunda indignação” a manutenção da liberdade dos acusados.
Já o advogado dos policiais, João Carlos Campanini, declarou que a defesa “respeita a decisão e irá recorrer”.
Pedido de prisão e expulsão da corporação
A família exige que os policiais sejam presos preventivamente e afastados da Polícia Militar.
“Hoje foram mandados ao júri, mas estão andando soltos, fardados, armados e recebendo salários”, afirmou Julio Navarro, pai do estudante.
Segundo a decisão judicial, os policiais seguem respondendo por homicídio doloso (com intenção de matar). Ainda não há data definida para o julgamento.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de 20 de novembro de 2024, na região da Vila Mariana. De acordo com as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marco Aurélio foi baleado após ser perseguido por policiais durante patrulhamento.
Segundo o inquérito, o estudante teria dado um tapa no retrovisor da viatura antes de ser abordado. Desarmado, ele foi encurralado na entrada de um hotel e atingido por disparo à queima-roupa.
Relatório final do DHPP apontou que o uso da arma de fogo “não se mostrou legítimo”, já que a vítima não estava armada nem representava risco iminente.
O Ministério Público denunciou os policiais por homicídio doloso, e a Justiça aceitou a acusação.
Medidas cautelares
Em decisão anterior, a juíza Luciana Menezes Scorza havia negado o pedido de prisão preventiva, mas impôs medidas cautelares a Macedo:
- Proibição de contato com familiares da vítima;
- Comparecimento mensal em juízo;
- Atualização de endereço;
- Proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias;
- Proibição de frequentar bares e festas.
A magistrada entendeu que não havia, naquele momento, elementos que justificassem a prisão preventiva, destacando que o policial foi designado para funções administrativas.
Diploma póstumo
Em dezembro de 2025, a Universidade Anhembi Morumbi concedeu diploma póstumo ao estudante durante a cerimônia de formatura de sua turma.
A família afirma que continuará buscando a prisão dos acusados até o julgamento final.
O caso segue tramitando na Justiça.
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