

Mudança altera nome de divisão da Guarda Civil Metropolitana e foi formalizada por decreto municipal
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), alterou o nome da Inspetoria de Operações Especiais (Iope), uma das divisões da Guarda Civil Metropolitana, para Ronda Ostensiva Municipal (Romu). A mudança foi oficializada por decreto municipal em 19 de janeiro e, segundo a gestão, busca reforçar a identificação da população com o policiamento ostensivo e alinhar a nomenclatura ao padrão adotado por outras guardas municipais no país.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana, a Romu passa a concentrar ações ostensivas e táticas de maior complexidade, com foco na prevenção de crimes, controle da desordem urbana, apoio a operações integradas e resposta rápida a situações críticas. O decreto estabelece ainda atuação em emergências e suporte a ações de outros órgãos públicos na capital.
Justificativa da Prefeitura
Em agenda pública realizada na sexta-feira (6), Ricardo Nunes afirmou que a mudança de nomenclatura tem objetivo comunicacional e operacional. Segundo ele, o nome anterior não refletia adequadamente a função desempenhada pela equipe. A Prefeitura também argumenta que a sigla Romu já é utilizada por polícias municipais em outras cidades, o que facilitaria a padronização.
Viaturas e comunicação institucional
O prefeito apresentou em suas redes sociais o novo modelo de viaturas destinadas à Romu: veículos utilitários esportivos (SUVs) com pintura preta e cinza, cores semelhantes às usadas por batalhões de choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo, como a Rota. No vídeo, Nunes aparece ao lado do secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.
A nomenclatura Romu não é inédita na cidade. O termo foi utilizado na década de 1990, durante o segundo mandato do ex-prefeito Paulo Maluf, quando foram criadas as Rondas Municipais. À época, a iniciativa tinha como proposta estruturar uma tropa municipal com atuação ostensiva.
A gestão municipal já havia tentado alterar o nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal, mas a proposta foi barrada pela Justiça em 2023. O entendimento foi de que a criação de polícias municipais não encontra respaldo nas Constituições Federal e Estadual.
No mesmo decreto que instituiu a Romu, a Prefeitura criou a Inspetoria de Ações Táticas Especiais (Iate), que substitui a antiga Inspetoria de Ações Integradas. Segundo o texto oficial, a nova unidade deverá atuar em ocorrências de alta complexidade, como áreas de risco elevado, grandes emergências e situações de crise.
A Prefeitura informou que a implementação operacional da Romu será acompanhada por protocolos internos e integração com outros órgãos de segurança. Novos detalhes sobre efetivo e cronograma não foram divulgados até o momento.
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